• Manual de Trabalho

    Portia

    BRAQUETES AUTOLIGADOS PASSIVOS

    Prof. Dr. Pedro Paulo Dalla Andrade

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  • OBJETIVOS DO MANUAL

    Este manual possui como objetivo transmitir anos de estudos e tratamentos clínicos juntamente com o que existe de mais moderno e atual na tecnologia de braquetes autoligados, criando um protocolo sugestivo de trabalho, direcionado principalmente a aqueles que desejam iniciar o uso clínico do sistema de tratamento com os braquetes PORTIA.

    Nossa linha de trabalho envolve a evolução dos conceitos relacionados à verdade científica e à necessidade de uma mente aberta, porém crítica, em relação às novas ideias, estabelecendo uma ligação direta entre a terapia e a prática, buscando percepção e análise dos conhecimentos adquiridos e das técnicas aplicáveis.

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  • O BRAQUETE

    O braquete autoligado Portia foi desenvolvido para oferecer baixo atrito e alta performance.

    Por se tratar de um braquete autoligado passivo, o baixo atrito pode ser um benefício tanto em fios redondos quanto em fios retangulares.

    Seu design proporciona uma fácil ligação com ligaduras elásticas, gerando assim atrito quando desejado.

    Seu mecanismo de ligação de níquel titânio não se separa do corpo do braquete é fácil de abrir e fechar. Sua base anatômica com dupla curvatura proporciona uma ótima adaptação no dente.

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  • O BRAQUETE

     

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  • MECANISMO DE ABERTURA

    O mecanismo de abertura dos braquetes autoligados PORTIA é composto de um clip passivo de Nitinol, de fácil manipulação tanto para abertura quanto para o fechamento.

    Recomendamos para a abertura do slot a utilização de uma sonda exploradora, onde sua ponta ativa deverá ser inserida em um pequeno orifício situado abaixo do slot dos braquetes entre as aletas oclusais.

    Basta um movimento leve da sonda empurrando o clip para oclusal para que o mesmo se abra dando acesso ao slot para inserção do fio.

    Obs: No início do tratamento, principalmente na primeira manipulação tanto o movimento de abertura quanto o de fechamento podem se mostrar um pouco resistentes, fator que desaparece após as primeiras ativações.

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  • MECANISMO DE FECHAMENTO

    Ao utilizarmos os braquetes autoligados devemos ter muita atenção para que no momento do fechamento dos clips o profissional tenha certeza que o fio está totalmente inserido no slot antes de iniciar o procedimento, forçar o fechamento do slot sem que fio esteja perfeitamente assentado, pode gerar um obstáculo para o clip e desconforto para o paciente devido a alta força aplicada.

    No caso de dificuldade para realizar o fechamento do clip verifique se algum dos seguintes fatores está ocorrendo:

    1 - Existe algo no interior do slot (resina, cálculo dentário ou corpo estranho) impedindo o assentamento do fio. Para prevenir isto, recomendamos que a cada troca de fio seja feita uma limpeza com jato de bicarbonato de sódio em todos os dentes e braquetes.

    2 - O fio não está defletindo o suficiente para encaixar totalmente no slot. Nestes casos podemos fazer uso do resfriamento do fio (se for Niti termo-ativado), de forma a aumentar a flexibilidade momentânea do fio e permitir o seu encaixe por completo no slot.

    Em casos de fio de aço, TMA ou Nitinol termo, que mesmo após o resfriamento continue com pouca deflexão, sugerimos que retorne a um fio de menor calibre, melhore o alinhamento e nivelamento para depois dar continuidade a evolução dos fios.

    Para realizar o fechamento do clip, recomendamos o uso de uma pinça, alicate Utility(Weingart), ou o dedo devendo gentilmente pressionar a parte mais inferior do clip em direção ao slot até que se ouça um ―click e o clip esteja completamente travado.

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  • ATRITO

    A definição de força de atrito é a força natural que atua sobre os corpos quando estes estão em contato com outros corpos e sofrem a ação de uma força que tende a colocá-los em movimento, e ela é sempre contrária ao movimento ou à tendência de movimento, na ortodontia isto pode ser representado pelo contato entre o fio e as paredes da canaleta(slot) dos braquetes.

    Com o aparecimento dos braquetes autoligados passivos, o atrito tem recebido uma maior atenção na clínica ortodôntica atual, isto devido a propriedade destes braquetes de possuir baixo coeficiente de atrito durante todo o tratamento ortodôntico. Muitas vezes, o baixo atrito possui fundamental importância para um bom resultado mecânico do caso, como em casos de dentes em supra ou infra oclusão, na movimentação de um dente ao longo de um arco ou nas mecânicas de deslize para fechamento de espaços.

    O ideal para qualquer mecânica ortodôntica seria a obtenção de baixo níveis de atrito durante todo o processo de alinhamento e nivelamento, no entanto muitas vezes nestes estágios iniciais do tratamento o arco sofre uma deflexão ou deformação podendo causar o que chamamos de BINDING e NOTCHING.

    Atrito Binding

    Atrito Binding é criado pela mudança na angulação de um dente ou pela deflexão do fio criando um contato entre o fio e os cantos do slot do braquete dificultando o movimento dentário.

    Ex: Quando aplicamos uma força para movimentar um dente o mesmo angula em direção a força aplicada, esta angulação persiste até que o fio entre em contato com os cantos do slot gerando o que chamados de binding

    Atrito Notching

    Se durante o tratamento o fio sofrer uma deflexão alta o suficiente para gerar sua deformação permanente ou angulação muito alta estaremos diante do atrito Notching, neste caso a movimentação do dente é paralisada e somente retornará quando o notching não existir mais.

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  • FIOS

    A sequência de fios sugerida para o uso dos braquetes Portia possui como principal objetivo permitir durante todo o tratamento a liberação de forças leves capazes de promoverem de forma biológica o alinhamento dentário, ao mesmo tempo permitindo uma grande liberdade do fio, baixo atrito e facilidade de trabalho ao ortodontista.

    Conhecimento científico sobre as propriedades dos fios, nos permite nos dias de hoje optar por materiais com alto custo benefício, sem nos deixar influenciar por recursos comerciais ou propagandas fantasiosas.

    Ao adotarmos uma sequência de trabalho, devemos ter em mente que iremos trabalhar com os fios classificados em quatro classes de acordo a fase do tratamento.

    Fase de Alinhamento

    Iremos usar nesta fase fios REDONDOS de baixo calibre, capazes de liberar forças leves e constantes. O objetivo desta fase é realizar uma correção substancial dos apinhamentos e rotações dentárias.

    Esta fase tem a duração média de 2 a 3 meses, podendo ser mais longa dependendo da severidade do apinhamento inicial.

    Fase de Transição

    Nesta fase as arcadas superior e inferior deverão se apresentar com um bom alinhamento dentário restando apenas pequenas correções e rotações a serem corrigidas. Os fios utilizados nesta fase são fios super elásticos termo-ativados RETANGULARES que darão início ao controle de torque progressivo para entrarmos nos fios RETANGULARES de aço. Duração média de 3 meses.

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  • FIOS

    Fase de Trabalho

    São usados fios que terão papel importante e ativos na mecânica dos aparelhos autoligados. Seu uso irá trazer grandes ganhos no tratamento ortodôntico. Normalmente o fio de trabalho desta fase é o 0.019 x0.025 aço coordenado.

    É nesta fase que ocorrerá a maioria das correções das malocusões antero-posteriores dentárias, como por exemplo a classe II e III, e onde serão fechados os espaços decorrentes das exodontias, diastemas e ausências dentárias.

    Duração: 5 a 10 meses, dependendo do planejamento de cada paciente. Casos possuindo exodontias terão está fase do tratamento mais longa do que casos onde apenas o alinhamento ou compensações estão planejadas.

    Obs: Em casos que após a utilização do último fio SUPER ELÁSTICO TERMO RETANGULAR apresentarem-se sem necessidade de torques ou elásticos intermaxilares, poderá omitir a fase de trabalho e passar direto para a fase de finalização.

    Fase de Finalização

    Fase destinada a realizar os posicionamentos finais ideais de cada dente como por exemplo o inset e offset, as angulações e inclinações e intercuspidação dentárias. Uma cuidadosa colagem e correto posicionamento dos braquetes no início do tratamento poderá minimizar bastante a necessidade de dobras e ajustes nos fios de finalização. Não recomendamos o uso de fios redondos ou de baixo calibre, pois a folga entre o fio e o braquete poderá provocar a perda dos torques e do controle sobre os movimentos planejados.

    Duração: 3-5 meses, quanto melhor for conduzido o tratamento nas fases anteriores, menor será o tempo gasto na fase de finalização.

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  • Fios indicados para o tratamento

    Fios para alinhamento e nivelamento

    Fio Niti 0.014 Termo-Ativado: Fio inicial para fase de alinhamento e nivelamento, indicado principalmente para apinhamentos moderados a severos onde deseja-se uma liberação de forças leves e contínuas.

    Fio Niti 0.016 ou Niti 0.016 Termo-Ativado: Segundo fio de trabalho, cabe a este fio finalizar o alinhamento e nivelamento preparando os arcos para receberem os fios retangulares.

    Dica: No momento da troca do fio 0.014 pelo fio 0.016 existe a possibilidade do uso do Tandem Arch, que significa o uso de ambos os fios simultaneamente no mesmo slot, permitindo o seu total preenchimento com a liberação de forças leves, uma excelente leitura do in-out e correção das rotações.

    O uso Tandem Arch com os fios 0.014 e 0.016 muitas vezes substitui o uso dos fio retangulares iniciais, possibilitando a migração direta para o fio 0.019x0.025 de Nitinol Termoativado.

    Fios de transição

    Fio Niti 0.014 x 0.025 Termo-Ativado: na terapia com braquetes autoligados é muito importante que tenhamos um fio que preencha a profundidade do slot no início do tratamento permitindo o alinhamento final e preparo para receber os fios retangulares de maior calibre.

    Fio Niti 0.016 x 0.022 ou 0.016 x 0.025 Termo-Ativado: Fio indicado para obtenção de melhor leitura dos off-sets dos braquetes e para inicio de expansão dos arcos quando desejado. Em algumas situações poderemos ter dificuldade de inserir estes fios no arco inferior, devido a distância diminuída entre os braquetes, sugerimos nestes casos o uso do tratamento térmico, realizando o resfriamento dos mesmos antes da inserção nos slots.

    Fio Niti 0.019 x 0.025 Termo-Ativado: indicado para o final da fase de transição quando ainda existem pequenas irregularidades no alinhamento e nivelamento, realiza a progressão da leitura dos torques e preparo das arcadas para receber o fio de aço 0.019 x 0.025.

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  • FIOS

    Fio de Trabalho

    Fio aço 0.019 x 0.025: Fio indicado para todo e qualquer procedimento que envolva movimentos antero-posteriores, distalizações, mesializações ou uso de elásticos intermaxilares de classe II ou III.

    Deve estar coordenado para manter o perímetro transversal dos arcos e quando necessário poderá receber in-set, off-set, dobras de 3ª ordem (torque) ou curva reversa.

    Fio com alta rigidez e excelente polimento, capaz de manter o controle vertical ao mesmo tempo que permite um ótimo deslize com baixo atrito e bom controle de torque.

    Fios de Finalização

    Fio aço 0.019 x 0.025: Normalmente mantido na fase de finalização onde não existe a necessidade de intercuspidação vertical.

    Fio aço 0.019 x 0.025 BRAIDED: Fio capaz de ganhos excepcionais quando desejamos fechamento de mordidas ou melhorar a intercuspidação dentária.

    Após o fechamento completo da mordida ou da intercuspidação vertical ter sido alcançada e estabilizada (3 meses), pode-se remover o aparelho.

    Dica: Sequência de fios sugerida pelo Autor

    Apinhamento severo:

    0.014 Nitinol Termo-Ativado --> 0.016 Nitinol Termo-Ativado --> 0.014+0.016 Nitinol Termo-Ativado(Tandem Arch) --> 0.019x0.025 Ntinol Termo-Ativado --> 0.019x0.025 aço.

    Apinhamento Leve a Moderado:

    0.016 Nitinol Termo-Ativado --> 0.014+0.016 Nitinol Termo-Ativado(Tandem Arch) --> 0.019x0.025 Ntinol Termo-Ativado --> 0.019x0.025 aço.

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  • Levante de Mordida (BUILD-UP)

    Indicações

    O levantamento de mordida é uma ferramenta rotineiramente adotada na mecânica de braquetes autoligados, podendo auxiliar ou até mesmo potencializar uma série de movimentos ortodônticos.

    Pode ser feito com resina fotopolimerizável, através de acessórios pré fabricados ou combinação de ambos.

    Indicada como ferramenta a ser utilizada nas fases iniciais do tratamento, possuindo como principais indicações:

    • Em casos onde o planejamento indica uma necessidade de leve abertura da mordida para colagem e correto posicionamento dos braquetes e acessórios inferiores.

    • Remoção de interferências oclusais, como no caso de classe II de caninos de topo onde o contato das pontas de cúspide dificultam o deslizamento dentário.

    • Quando expansões são desejadas, a remoção do contato oclusal entre as cúspides poderá permitir otimização do ganho transversal.

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  • Levante de Mordida (BUILD-UP) ANTERIOR

    Este tipo de levante deve ser realizado na palatina de dentes anteriores superiores, desta forma estaremos provocando intencionalmente uma abertura de mordida posterior permitindo a migração vertical (extrusão) dos molares e pré-molares.

    Indicado em pacientes braquifaciais (hipodivergentes), portadores de mordida profunda onde a extrusão dos molares irá contribuir para um ganho vertical no tratamento.

    Utilizamos para isto os batentes anteriores metálicos, colados por palatino ou os bite turbos de resina fabricados a partir de mini-moldes de silicone, que podem ser adquiridos de diferentes fabricantes.

    Obs: em caso de mordida cruzada anterior por linguoversão dos dentes anteriores superiores, podemos indicar a colagem por lingual nos incisivos inferiores.

    CUIDADOS: Desocluir apenas a quantidade necessária para permitir o correto posicionamento dos acessórios e fazer a remoção dos mesmos em casos de desconforto excessivo ou desgaste de dentes antagonistas. Pode permanecer por aproximadamente 06 meses.

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  • Levante de Mordida (BUILD-UP) ANTERIOR

    Em pacientes com classe II onde o overjet aumentado impede o toque dos dentes anteriores, a confecção do levante deverá ser feita nos caninos com o uso dos mini-moldes de resina ou botão colado e coberto por resina foto.

    Para utilização dos levantes de resina sugerimos a lubrificação prévia do interior do mini-molde e a utilização de resinas com baixa carga inorgânica, com por exemplo as resina fluidas ou ortodônticas, desta forma minimizando a probabilidade de desgaste de dentes anteriores por contato.

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  • Levante de Mordida (BUILD-UP) POSTERIOR

    Confeccionado na oclusal de molares e pré-molares superiores e inferiores.

    Possui como objetivo abrir a mordida permitindo a desoclusão anterior.

    Sempre indicado em pelo menos 02 dentes por hemiarco (primeiros e segundos molares ou primeiros molares e segundos pré-molares). Sugerimos a realização dos mesmos nos dentes superiores, de preferência nas cúspides funcionais (palatinas superiores ou vestibulares inferiores) de molares e palatina de pré-molares pela maior facilidade técnica, os molares e pré-molares inferiores também podem receber o build-up.

    Indicado em pacientes dolicofaciais (hiperdivergentes), portadores de terço inferior da face aumentado e onde a intrusão dos molares pelo ―contato prematuro, gerado pelo levante proporcione um ganho estético e funcional. Indicado também em pacientes onde desejamos a expansão posterior, ou fechamento de mordida aberta anterior.

    CUIDADOS: Desocluir apenas a quantidade necessária para permitir o correto posicionamento dos acessórios e fazer a remoção dos mesmos em casos de desconforto excessivo ou desgaste de dentes antagonistas. Pode permanecer por aproximadamente 06 meses.

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  • Levante de Mordida (BUILD-UP) POSTERIOR

    Sugerimos o uso do compômero Transbond Plus com coloração para facilitar a remoção após o ganho planejado ser obtido.

    Transbond™ Plus Light Cure Band
    (Compômero –Híbrido)

    Composição: Compômero (Ionômero de Vidro + Compósito)
    Aplicação: único passo
    Controle do tempo de trabalho
    Tempo de presa: 30 seg de fotoativação
    Proteção: Liberação de flúor
    Coloração: azul

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  • STOPS

    O baixo atrito proporcionado pelos braquetes ligados pode gerar com grande frequência um deslocamento dos arcos iniciais de alinhamento e nivelamento, o que ocasiona um excesso de fio na distal dos molares. Este excesso de fio muitas vezes incomoda o paciente e gera consultas adicionais desnecessárias.

    Uma das formas de se evitar este deslize quando o mesmo for indesejado é a utilização dos STOPS.

    Os stops constituem-se de acessórios que devem ser presos ao fio em diferentes áreas do arco dentário com o objetivo de se evitar algum tipo de movimento (denominaremos estes casos de uso passivo) ou de gerar ou potencializar outros movimentos (chamaremos estas indicações de ativas).

    USO PASSIVO DOS STOPS

    Linha Média Superior/Inferior

    Posicionamento dos STOPS na linha média dos arcos está indicado com o único propósito de evitar o deslize e consequentemente a sobra do fio na distal dos molares, muitas vezes desconfortável para o paciente.

    Pode ser usado um(01) único STOP superior e inferior ou dois (02) no arco superior e um (01) no inferior.

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  • Mesial do último Molar Colado/Bandado

    Este tipo de posicionamento dos STOPS(neste caso mais indicado o uso de ganchos bola) possui a mesma indicação dos STOPS na linha média, com uma resultante adicional de evitar também o deslocamento vestibular do fio, efeito especialmente interessante nos casos onde foi planejado o uso de slices e não se deseja a protrusão ou inclinação vestibular dos dentes anteriores.

    Devemos utilizar como STOP os ganchos bola e realizar um amarrilho metálico entre o gancho do tubo do molar e do gancho bola.

    Mantenedor de Espaço

    Podemos usar os STOPS para manter espaços ganhos após a abertura com molas, após a realização de exodontias ou até mesmo quando desejamos manter um espaço para futuros implantes ou próteses.

    O Posicionamento destes STOPS deverá ser na mesial e distal do espaço que desejamos manter, e de forma que fique o mais justo possível ao braquetes.

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  • USO ATIVO DOS STOPS

    Para abrir/recuperar espaços

    Indicado principalmente em casos de dentes levemente lingualizados, onde o espaço para posicionamento do dente possa vir da vestibularização dos dentes vizinhos ou por meio de slices.

    Para recuperarmos pequenos espaços, podemos usar o STOPS juntos a fios de Niti-Termo-ativados, substituindo o uso de molas de Niti ou aço.

    O posicionamento dos STOPS deverá ser a distância entre dois (02) braquetes mais 2mm.

    Em casos de Desgastes Interproximais

    De forma a se aproveitar o máximo possível os espaços gerados por desgastes interproximais, os STOPS podem ser usados na forma de ganchos bola posicionados na mesial de primeiros pré-molares e amarrados com amarrilhos metálicos nos tubos do último molar colado/bandado.

    O Uso destes STOPS inibe a migração mesial do fio evitando o aumento da inclinação vestibular dos dentes anteriores durante o alinhamento e nivelamento.

    Para confecção de Arco de avanço

    Em casos onde a protrusão ou vestibularização dentes anteriores está planejada devemos usar um fio de Niti Termo-ativado afastado 2mm do fundo dos SLOTS dos dentes anteriores e adaptarmos dois(02) STOPS, um de cada lado do arco na mesial dos primeiros molares ou dos primeiros pré-molares.

    O uso de fios de calibre redondo irá promover maior inclinação vestibular da coroa dos dentes anteriores, se usarmos fios retangulares como o 0.019x 0,025 Niti Termo, teremos um movimento vestibular com maior controle de torque.

    Obs: Quanto maior for o calibre do fio menor deve ser a ativação de avanço, sempre devemos promover forças leves

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  • ELÁSTICOS

    A ortodontia atual dispõe de um amplo arsenal de tipos e locais de posicionamento dos elásticos intra-orais. O planejamento e uso destes elásticos está regularmente associado à estabilização ou para a obtenção de melhores relações oclusais.

    Objetivo desta parte do manual é demonstrar de forma simples e objetiva como os elásticos podem ser usados em um tratamento com braquetes autoligados passivos, buscando resultados clínicos rápidos e extremamente eficientes.

    Lembrando que sempre devemos respeitar os princípios de usar forças biológicas e o ortodontista deve possuir o treinamento adequado para determinar qual o tipo de paciente pode receber determinado elástico sem prejuízo a sua relação facial e tecido periodontal e principalmente ao planejar os ganhos verticais.

    A decisão de como serão aplicados o elásticos deverá considerar o calibre do fio, tipo de fio (ex: nitinol, aço, TMA...), o tamanho do elástico e sua força, os vetores de força que serão gerados pelos elásticos e por quanto tempo os elásticos serão usados pelos pacientes.

    Obs1: usar, sempre que possível, ganchos ligados aos fios para o apoio dos elásticos, de forma a evitar a concentração de força sobre determinados dentes.

    Obs2: respeite o tipo facial do paciente, pacientes dolicofacias tendem a expressar uma resposta de extrusão de molares quando usamos elásticos de Classe II, a extrusão nestes casos leva a piora da classe II e ao aumento do terço inferior da face, o uso de elásticos curtos ou o aumento do componente horizontal podem minimizar este efeitos colaterais.

    Obs3: a utilização dos build-ups no início do tratamento causa a desoclusão dentária reduz a resistência gerada pela intercuspidação, permitindo a indicação de elásticos curtos e leves mesmo nos fios iniciais de alinhamento e nivelamento.

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  • ELÁSTICOS

    Principais tipos de elásticos utilizados

    As imagens abaixo representam as formas que mais frequentemente indicamos os elásticos para uso clínico.

    Elásticos de Classe II Convencional

    Apoiado nos primeiros ou segundos molares inferiores e no gancho preso no fio na região da distal do braquetes dos laterais superiores.

    Indicado para correção de malocusões de classe II onde desejamos o aumento da inclinação de incisivos inferiores e mesialização de molares, pré-molares e caninos inferiores.

    Fio indicado: 0.019 x 0.025 aço.
    Elástico indicado: 5/16 médio (150-180g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

    Elásticos de Classe II Curto

    Apoiado nos segundos pré-molares inferiores até o gancho dos caninos superiores ou dos primeiros molares inferiores até os primeiros pré-molares superiores.

    Indicado para ser usado nos fios iniciais para antecipar o ganho antero-posterior quando desejamos a correção de malocusões de classe II.

    Fio indicado: 0.016 niti--0.014 x 0.025niti--0.016 x 0.022 niti-- 0.016 x 0.025 niti
    Elástico indicado: 3/16 médio (80-100g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

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  • ELÁSTICOS

    Elásticos de Classe III Convencional

    Apoiado nos primeiros ou segundos molares superiores e no gancho preso no fio na região da distal do braquetes dos laterais inferiores.

    Indicado para correção de malocusões de classe III onde desejamos o lingualização de incisivos inferiores e mesialização de molares, pré-molares e caninos superiores, com consequente vestibularização de incisivos superiores.

    Fio indicado: 0.019 x 0.025 aço.
    Elástico indicado: 5/16 médio (150-180g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

    Elásticos de Classe III Curto

    Apoiado nos segundos pré-molares superiores até o gancho dos caninos inferiores ou dos primeiros molares superiores até os primeiros pré-molares inferiores.

    Indicado para ser usado nos fios iniciais para antecipar o ganho antero-posterior quando desejamos a correção de malocusões de classe III.

    Fio indicado: 0.016 niti--0.014 x 0.025niti--0.016 x 0.022 niti-- 0.016 x 0.025 niti
    Elástico indicado: 3/16 médio (80-100g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

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  • ELÁSTICOS

    Elásticos de Classe II em V invertido

    Deverá sair do primeiro molar inferior até braquete do canino superior e voltando ao primeiro pré-molar inferior.

    Indicado para correção de malocusões de classe III nas quais desejamosa lingualização de incisivos inferiores e mesialização de molares, pré-molares e caninos superiores, com consequente vestibularização de incisivos superiores.

    Fios indicados: 0.016 niti--0.014 x 0.025niti--0.016 x 0.022 niti-- 0.016 x 0.025 niti
    Elástico indicado: 5/16 leve (100-150g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

    Elásticos de Classe III em V

    Apoiado no primeiro molar superior até braquete do canino inferior e voltando ao primeiro pré-molar superior.

    Indicado para casos onde deseja-se no início do tratamento de um vetor de força horizontal de classe III e um vertical de intercuspidação.

    Fios indicados: 0.016 niti--0.014 x 0.025niti--0.016 x 0.022 niti-- 0.016 x 0.025 niti
    Elástico indicado: 5/16 leve (100-150g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

    Elásticos para Descruzamento Unitário

    Apoiado na palatina do dente maxilar e vestibular do dente mandibular.

    Indicado para correção de dentes cruzados unitários, deve-se ter atenção especial com este tipo de elástico devido ao seu alto componente de força vertical extrusivo, podendo gerar abertura de mordida e colapso da oclusão.

    Fio indicado: Pode ser usado em qualquer fio, no entanto quanto maior for o calibre e rigidez do fio menor será o componente extrusivo.
    Elástico indicado: 1/8 médio (150-180g).
    Tempo de uso: Contínuo no máximo por 2 meses, trocado a cada 24 horas. Verificar em todas as consultas o grau de extrusão dentária.

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  • ELÁSTICOS

    Elásticos em Delta para correção da Mordida Aberta Anterior

    Apoiado nos caninos superiores e nos ganchos de caninos e primeiros pré-molares inferiores.

    Indicado para correção da mordida aberta anterior causando extrusão da bateria dentaria anterior.

    Fio indicado: 0.019 x 0.025 BRAIDED.
    Elástico indicado: 3/16 médio (80-100g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

    Elásticos para correção da Mordida Aberta Anterior e Posterior

    Os elásticos deverão sair do gancho do molar superior, passando nos caninos superiores descendo até os ganchos de caninos inferiores.

    Indicado para correção da mordida aberta anterior causando extrusão da bateria dentaria anterior e pequeno componente de extrusão dos dentes posteriores da maxila.

    Fio indicado: 0.019 x 0.025 BRAIDED.
    Elástico indicado: 5/16 médio (150-200g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

    Elásticos para Intercuspidação Posterior

    Os elásticos deverão sair dos gancho dos molares, passando nos ganchos de primeiros e segundos pré-molares , superiores e inferiores.

    Indicado para correção da mordida aberta posterior ou intercuspidação final.

    Fio indicado: 0.019 x 0.025 BRAIDED.
    Elástico indicado: 1/4 médio (130-180g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

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  • ELÁSTICOS

    Elásticos Bilaterais para Correção da Linha Média

    Consiste no uso de um elástico de Classe II de um lado e Classe III do lado oposto. O lado para o qual desejamos corrigir a linha média superior deve usar o elástico Classe II e o lado oposto o de Classe III.

    Indicado para correção pequenos desvios (1-2mm) da linha média dentária anterior.

    Fio indicado: 0.019 x 0.025 aço.
    Elástico indicado: 5/16 médio (150-180g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

    Elásticos Anterior para Correção da Linha Média

    Apoiado no gancho preso no fio na região da distal do braquetes dos laterais superiores até o gancho apoiado na distal dos braquetes dos laterais inferiores.

    Indicado para correção pequenos desvios (1-2mm) da linha média dentária anterior.

    Fio indicado: 0.019 x 0.025 aço.
    Elástico indicado: 1/4 leve (100-130g).
    Tempo de uso: Contínuo, trocado a cada 24 horas.

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  • CONTROLE DE TORQUE

    Devido a grande liberdade de movimento entre o fio e o braquete, obtemos como fator positivo um baixo atrito e a possibilidade de usar forças baixas.

    No entanto um efeito colateral gerado pelo pouco contato entre o fio e o braquete é a leitura deficiente de torque que os braquetes passivos autoligados podem apresentar mesmo quando utilizamos fios de alto calibre como os fios 0.019x0.025 de aço.

    Para compensar esta deficiência sugerimos o uso de amarrilho metálico individualizado associado ao braquete nos dentes onde desejamos a leitura máxima do torque.

    Devemos lembrar que durante a retração anterior para o fechamento de espaços com a técnica do DESLIZE, não existe atrito nos dentes anteriores, mesmo estando os mesmos amarrilhados, pois o fio irá correr somente nos braquetes de pré-molares e molares.

    Nos casos de retração com alças tipo BULL ou DKH/DKL, não existe nenhum componente adicional de atrito no sistema, podendo ser usado normalmente com a mesma indicação dos braquetes convencionais.

    Sugerimos em casos de retração anterior onde deseja-se um aumento da ancoragem a retração inicial dos caninos(sem amarrilhos e com elástico de cadeia por baixo do fio) para depois a retração dos dentes anteriores devidamente amarrilhados individualmente para otimização do torque.

    Obs: como em qualquer tratamento ortodôntico, dobras e torques no fio poderão ser necessários para uma excelência na finalização de casos.

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  • Escolhendo a Prescrição

    Ao escolhermos uma prescrição específica para tratarmos um determinado caso estaremos nos referindo a quais inclinações e angulações dentárias seriam mais benéficas para potencializar a mecânica e facilitar a finalização deste caso.

    A escolha de uma correta prescrição antes de iniciarmos o tratamento nos permite planejar uma mecânica individualizada para o paciente, aumentando o grau de precisão do tratamento ao mesmo tempo que reduz o número de dobras necessárias nos fios e simplifica as consultas e o tempo de atendimento.

    Biologicamente falando, a escolha de braquetes pré-ajustados, independente do sistema de braquetes que será utilizado, nos permite desde o início do tratamento com a inserção dos fios retangulares leves, a leitura gradual dos torques a medida que damos continuidade ao tratamento e evoluímos para fios com maior calibre, criando desta forma um melhor ambiente para adaptação e remodelação do osso e tecido periodontal.

    Antes de optar por uma prescrição o profissional deverá responder algumas perguntas de forma a facilitar a correta seleção, sendo elas:

    • Como está a inclinação(torque) dos dentes antes do início do tratamento?

    • Como(qual inclinação) gostaria que estes dentes estivessem ao final do tratamento?

    • Qual vai ser a alteração(mudança da inclinação) causada pela mecânica planejada sobre estes dentes?

    • Qual o condição do periodonto de suporte e proteção destes dentes?

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  • COLAGEM

    O protocolo de colagem para os braquetes autoligados segue as mesmas recomendações e passos clínicos utilizados no sistema convencional, no entanto algumas dicas clínicas podem tornar este processo um pouco mais fácil ou trazer melhores ganhos estéticos ao final do tratamento.

    Abertura dos Clips antes da colagem

    Recomendamos que, para a colagem de qualquer tipo de braquete autoligado que previamente a colagem os clipes de abertura e fechamento dos slots estejam ABERTOS, desta forma o profissional terá uma melhor visualização na hora da seleção da altura e angulação do SLOT do braquete durante a colagem.

    Colagem MBT

    A colagem dos braquetes deve sempre ser feito por um profissional treinado. A utilização das tabelas tem como objetivo facilitar e agilizar o correto posicionamento de braquetes e tubos, principalmente em casos de dentes mal posicionados no arco, em supra erupção e com alterações de forma e anomalias gengivais.

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  • Colagem MBT em casos de exodontia de pré-molares

    Em casos de exodontia de primeiros ou segundos pré-molares, a técnica MBT recomenda o uso de posições modificadas para a colagem dos braquetes, mantendo uma melhor relação entre as cristas dos caninos e pré-molares.

    Colagem Modificada XY

    Este tipo de colagem refere-se a utilizar o meio do primeiro molar superior(X), com referência para o posicionamento dos braquetes de segundo molar superior(X-0,5mm), para os segundos pré-molares superiores(X) e primeiros pré-molares superiores (X+0,5mm).

    Para o posicionamento dos Caninos, Laterais e Centrais superiores utilizamos o meio do Incisivo Central Superior (Y), e a partir desta media usamos no Incisivo Lateral Superior o valor de Y-0,5mm e repetimos o valor de Y para o Canino Superior. Este tipo de colagem permite uma finalização onde respeitamos as alturas das cristas dentárias posteriores, permitindo uma excelente finalização oclusal, ao mesmo tempo que nos dentes anteriores ao colarmos caninos e incisivos centrais na mesma altura permite uma curvatura do sorriso mais bonita e com aspecto mais jovial.

    No arco inferior devemos usar o meio do molar como referência(X) e colar todos os dentes nesta altura com exceção dos caninos que deverão possuir um acréscimo de 0,5mm em sua altura (X+0,5) de forma a facilitar a obtenção guia canina ao mesmo tempo que mantém um ótima relação estética.

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  • COLAGEM

    Exemplo de um Colagem XY

    Este tipo de colagem permite que a cúspide do canino superior finalize na mesma altura da incisal dos incisivos centrais superiores, proporcionando um término com excelente função oclusal e uma curvatura do sorriso que acompanhe o lábio inferior.

    Em alguns casos pode-se desejar uma maior exposição de incisivos, nestes casos devemos calcular o centro do canino (Y) e aumentar 0,5mm nos laterais e 1,0mm nos centrais, esta manobra está indicada principalmente em pacientes adultos onde o aumento da exposição dentária pode trazer ganhos estéticos sem comprometimento da função.

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  • Posicionamento dos tubos dos Primeiros Molares

    Da mesma forma que buscamos um diagnóstico individualizado e um planejamento detalhado para cada um de nossos pacientes, buscamos também em todas as etapas de nosso tratamento os posicionamentos individualizados de braquetes e suas prescrições. O mesmo se aplica ao posicionamento dos tubos dos primeiros molares superiores.

    Antes de iniciarmos a nossa mecânica, devemos ter em nosso planejamento qual será a posição final dos primeiros molares superiores, e partir desta relação definirmos a posição dos nossos tubos de forma a contribuir para nossa mecânica e para obtenção de uma ótima relação oclusal.

    Sugerimos os seguintes posicionamentos de acordo com a posição final do molar ao utilizarmos tubos PRESCRIÇÃO ROTH.

    Casos sem exodontias com molares terminando em classe I

    Em caso sem exodontias, a DISTAL do tubo deverá estar posicionado, 0,5mm para cervical.

    Esta manobra permite uma melhor adaptação e relação oclusal do molar ao final do tratamento, conforme ilustrado na figura abaixo.

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  • Casos com exodontias e molares terminando em Classe I

    Em casos com exodontias onde os molares finalizarão em Classe I com exodontias, a base do tubo deverá estar paralela ao plano oclusal.

    Este posicionamento permite um relação ideal do molar para receber forças de retração, ao mesmo tempo que permite a sua mesialização caso seja necessário mecanicamente.

    Casos com exodontias e molares terminando em Classe II

    Em casos de finalização em Classe II com exodontias, a MESIAL do tubo deverá estar 0,5mm inclinada para cervical.

    Este posicionamento do tubo permite que após a mesialização do molar a cúspide mesio palatina do mesmo se adapte a ameia entre primeiro molar inferior e segundo pré-molar inferior.

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  • Colagem dos Segundos Molares

    A colagem de tubos dos segundos deverá ser realizada em todos os casos de pacientes em que estiverem planejados expansões dentarias, exodontias e correção de mordida profunda, todos estes tipos de planejamentos beneficiam-se com a inclusão dos segundos molares na mecânica.

    Também julgamos interessante a colagem dos segundos molares inferiores em casos onde estiver planejado o uso de elásticos de classe II por um tempo prolongado ou onde a extrusão dos molares inferiores for prejudicial ao tratamento, como por exemplo em pacientes dolicofaciais.

    Remoção de Braquetes Autoligados

    Os braquetes autoligados possuem uma rigidez maior que os convencionais, isto acontece devido a necessidade dos fabricantes de reforçar a estrutura do braquete para comportar os clips responsáveis pelo fechamento dos slots.

    O risco de fraturas no esmalte sempre está presente independente do sistema utilizado, no entanto recomendamos um cuidado adicional quando na remoção do braquetes autoligados pois o corpo mais rígido e portanto mais resistente a deformações pode dificultar a sua remoção. Além disso os mais novos e modernos sistemas de adesivo tornam a união entre braquete/esmalte mais resistente.

    Para a remoção deverá ser usado um alicate convencional de remoção de braquetes que deverá ser apoiado sobre a base do braquete e apertar uma ponta contra a outra. Desta forma amassando a base do braquete e desprendendo o mesmo sem força de alavanca.

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  • Dicas Clínicas

    Realize a colagem de ambas as arcadas o quanto antes, afim de acelerar o tratamento ortodôntico ou até mesmo antecipar ou prevenir alguns tipos de mecânicas que normalmente só poderiam ser usadas após a movimentação por alguns meses dos dentes superiores.

    Faça uso dos build-ups, permitindo antecipar a colagem de casos difíceis, principalmente aqueles possuidores de mordida profunda.

    Use os elásticos de cadeia para fechamento de espaços entre dentes ou para retração, por debaixo do fio, evitando o contato do elástico com o fio, contribuindo para a manutenção de um sistema de baixo atrito.

    Respeite um tempo maior para troca dos fios iniciais de nivelamento, mantendo sempre um sistema de baixo atrito e com liberação de forças leves e contínuas.

    Os fios de Niti termoativados deverão ser resfriados antes da inserção nos slots dos braquetes, este tratamento térmico permite uma maior deflexão do fio, melhor adaptação do fio ao slot, ao mesmo tempo que possibilita maior facilidade para o fechamento dos clips.

    O fechamento dos clips poderá ser feito com pressão digital, uso de pinças convencionais, ou com a utilização do alicate Utility, sempre com pressões suaves para evitar desconforto ao paciente ou descolagem do braquete.

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  • Contato

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